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terça-feira, 8 de setembro de 2009

O PLANO B

Há muitos dias atrás (não sei se meses se anos, é como se o relógio do tempo se tivesse derretido quanto a esse período da minha vida) alguém me avisou que eu deveria ter um plano B.
E eu, que era naif e estava apaixonada, olhei-o como se ele me falasse da descida da Virgem Maria à terra. Um plano B?
Sim, um plano para o caso das coisas correrem mal entre nós, respondeu ele.
Nesse momento fiquei renitente, quase magoada com tamanha falta de fé (isto vindo de mim, que sou agnóstica). Mas hoje tenho esse conselho como uma das minhas maiores lições de vida. De facto, há que ter sempre um plano B. Porque as pessoas falham. Os sentimentos falham. E nós temos que cair de pé. Como um gato. Não sobre as 4 patas, mas sobre os 2 pés e os 2 sapatos.
Não quer isto dizer que não se goste. Ou sequer se que goste menos. Mas não nos devemos dar por inteiro. Nem acreditar por inteiro. Nem confiar por inteiro.
Penso que é do conhecimento público que eu sou estupidamente fiel. Quase me torno aborrecida com tamanha monogamia. Por principio e por gosto. Acho sexy, e “prontos”. Mas hoje tento rodear-me de pessoas que me possam fazer feliz na súbita ausência do outro. Porque, acreditem, o outro vai-se ausentar. E não tem que ser sequer por motivo de força maior. Basta que invoque assuntos familiares ou reivindique a vida perdida de homem sem vínculos. E quando isso acontecer temos que permanecer firmes. Como a torre de Pisa, podemos inclinar-nos um pouco (o peso da tristeza não é de desprezar), mas há continuar a inspirar e a expirar.
O plano B é conhecer pessoas, estar aberto ao que têm para nos dizer, acreditar que podem ser igualmente interessantes. É poder ter opções. É alargar a vista para além da sombra dele ou dela.
Ele vai viajar com um amigo? Pois eu vou de fim-de-semana com uma amiga. Ele reserva o sábado para o “almoço/lanche/jantar” de família (e todos sabemos que os primos distantes e as namoradas dos irmãos são mais importantes do que as namoradas)? Pois eu aproveito para ir o ginásio pôr-me bonita para o que der e vier. Ele vai passar férias sem mim, quando sabe que eu só não deixo o cansaço vencer-me porque detesto que me levem a melhor? Pois eu decido aceitar o tal convite que se arrasta há séculos.
Sou menos fiel assim? Nunca. Sou menos romântica? Tento não o ser. Sou menos ingénua? Sem dúvida. Sou mais esperta? Só tento sobreviver.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

QUANDO O AMOR SE MEDE AOS QUILÓMETROS

As relações humanas são complicadas. Quando entre os meus ventrículos e os dele se intrometem centenas, por vezes milhares, de quilómetros, esta complicação torna-se um verdadeiro enigma de física quântica. Como é que se mantém a chama de uma relação à distância?
Convenhamos que a questão não é nova. Os nossos avós e os nossos pais já se depararam com estes dilemas, com a pequena agravante de existirem muitas vezes guerras pelo meio. Já nem falo dos nossos mais longínquos antepassados, que deixaram donzelas debruçadas de janelas de torres para ir por aí matar dragões (ou mouros, o que estivesse mais a jeito).
Claro que hoje em dia a questão está simplificada pela existência de comboios rápidos, viagens aéreas a preços low-cost, telefones, internet e Pc’s com webcam. Se assim é, porque é que eu não conheço nenhuma relação à distância que tenha desembocado num final feliz?
Comecemos pelas minhas, que já sou perita no assunto. O primeiro amor da minha vida era polaco, lindo e alto, espirituoso e… morador em Varsóvia. Durou 5 meses. E assim se inaugurou um longo rol de relações internacionais, desde brasileiros a angolanos, passando por um libanês. Todos os finais foram dramáticos e dolorosos. I should have known better…
Quando o amor se mede à distância, entre continentes ou entre países, ou mesmo entre cidades, temos que nos convencer, antes de mais nada, que estamos sozinhos. Tudo aquilo que os outros fazem a dois, nós teremos que fazer a um.
Nos jantares românticos somos nós e o sofá, eventualmente deixando que a televisão se junte quando estamos numa onda de ménage.
As noites frias, à falta de quem nos aqueça os pés na cama, são suportadas à custa de sacos de água quentes, soterradas em cobertores e lençóis térmicos.
Fins de semana na praia? Enfim, se formos sozinhas não corremos o risco de nos deitarem areia para cima, e lá se haverá de descobrir uma forma de espalhar bronzeador na parte traseira.
Saídas de sábado à noite? Temos a hipótese de saídas com as meninas, e lá vamos nós com a famosa seta luminosa a pairar sob as nossas cabeças, anunciando à rapaziada que o mulherio anda à solta, o que é particularmente embaraçoso quando as amiguinhas andam em busca de companhia masculina, porque então se torna difícil explicar aos candidatos a “companhia” que elas têm de facto luz verde na testa mas que a nossa está vermelha…como as casas de banho do comboio quando estão ocupadas. Saídas com casalinhos? Cortem-me já os pulsos. Resta aquele núcleo indefinido de meninos que oscilam entre os conhecidos e os quero-ser-mais-que amigo. O desejável é evitar os convites que daí venham. Mas a verdade é que passar as noites em casa à espera de um telefonema ou um beijinho na net pode arruinar a nossa sanidade mental. Por isso lá vem o dia em que cedemos, e aceitamos o tal simpático (e completamente inocente e despretensioso) convite para jantar, que na maior parte dos casos termina connosco a bater a porta do carro e uma voz masculina a gritar lá de dentro: “Mas ele nunca iria saber…”
Sim, é difícil manter um amor que se mede em quilómetros. Força de vontade, perseverança, firmeza, lealdade, honestidade, capacidade de aguentar infinitas horas de solidão, paciência, esperança em dias melhores, tudo isso se espera de nós. Falo, em suma, de super-mulheres. E de super-homens, porque acredito que tudo isto se aplica a eles também. Vale a pena? Não sei ao certo. Acredito que sim. Tenho fé que sim. Não sendo eu católica, e tendo que ter fé em alguma coisa, que seja na vitória do amor (já estão a vomitar? É que eu estou quase).
Até porque nada bate aquele momento em que entramos no comboio, a contar cada segundo que falta, com o coração a bater, tirando o espelhinho da mala de minuto a minuto para ver se estamos bem, na ânsia de transformar todos aqueles quilómetros em centímetros de distância.

sábado, 25 de julho de 2009

Há Dias Em Que Vale a Pena Sair da Cama


Eu e o meu sobrinho Pedro, no carro, a fazer a viagem de Mortágua para Coimbra, a ouvir Linkin Park e a cantar (gritar???) em conjunto :). E o meu sobrinho acha que eu sou fixe, eheheheh, o que faz a inocência!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

F****

Um dia vão cozinhar para mim. E fazer-me pratos de fruta. Com mel. E preparar-me as bebidas que eu gosto. Sabendo melhor do que ninguém de que bebidas eu gosto. Vão levar-me o pequeno-almoço à cama. Com um pão com formato de coração. Vou receber declarações de amor em forma de pacotes de açucar enfiados na minha caixa de correio. Um dia vão-me oferecer flores de papel. Flores de papel por tudo e por nada, em cima da cama, na fechadura do carro, no cabelo. Vão-me cantar e tocar guitarra. Vão-me aparecer à porta, a meio da noite, de surpresa. Um dia vou namorar à varanda. E alguém vai fazer quilómetros para estar comigo.

terça-feira, 21 de julho de 2009

“Por que hei de sentir-me sozinho? Por acaso, não está o nosso planeta na Via-láctea?" – H. Thoreau

Deixo-vos um contributo de uma nova "correspondente", a minha amiga Elsa :).

Nesta nossa luta da vida diária muitas esquecemo-nos de nos encontramos a nós mesmos. Andamos tão preocupados em encontrar a nossa "Alma Gémea", os amigos, as coisas sem as quais não somos felizes, o carro ultimo modelo, a casa na zona nobre da cidade, etc, etc, etc.... E quando conseguimos obter tudo isto parece que nada faz sentido, existem já novos anseios e necessidades. E lá continuamos a nossa luta desenfreada...Decidi escrever sobre a minha experiência pessoal talvez para me libertar a mim própria ou ajudar pessoas que estejam na mesma situação. Desde há seis anos a esta parte a minha vida mudou radicalmente, perdi pessoas muito importantes na minha vida e que não posso recuperar, já se encontram noutro plano, faleceram. Outras passaram pela minha vida com o propósito de alterar completamente o meu comportamento. Eu vivia em função dos outros, em função das minhas amizades e para elas, em relação ao amor eu anulava-me a mim mesma em função do outro, e nada disto resultava. Porque as pessoas entravam na minha vida e seguiam e eu sentia que significava pouco para essas pessoas e isso fazia sentir-me cada vez pior. Mas quem me dava pouco valor era eu mesma.Hoje através de um processo de conhecimento pessoal, cada vez gosto mais de passar um tempo comigo mesma e faço-o com prazer. Os amigos aparecem na mesma sem que eu tenha a mesma sofreguidão em agradar, quando precisam contactam mas também não me magoa o facto de não ter notícias à partida é porque tudo vai bem....Às vezes penso que se deve ao facto de estar a entrar nos quarenta anos de idade.... será que estou a ficar velha??? Encontrei uma serenidade que há muito procurava.... Nunca estamos sozinhos!!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

The Sweethest Thing

A crónica da minha Verinha. Que atravessa a cidade por mim, para me dar boleia, mesmo que não lhe apeteça conduzir. Por quem eu entro no NB só por meia-hora depois de já ter jantado e saído na Figueira. Leiam.

A minha melhor amiga é um menino. Sempre disse que ele daria o melhor namorado do mundo. Não estava enganada. Tive a confirmação disso quando há dias lhe liguei, morta de saudades, e lhe perguntei pelo programa de fim-de-semana. Ele respondeu-me que ia passar o sábado a casa dos avós da respectiva cara-metade. Em casa de outros avós que não os nossos… sendo que já tratando-se dos nossos o encargo pode ser doloroso…Pronto, o miúdo ensandeceu! “Sabes – murmurou ele, confidenciando o que eu afinal já sabia – não é que me agrade muito, até já tinha outros planos, mas é importante para ela”. Era importante para ela. E ele ia. Assim. Mais nada. Porque era importante para ela.
Naquele momento fui atacada por uma imediata vontade de comer arroz de marisco. E eu nem gosto particularmente de marisco. Ainda assim, durante um ano e nove meses engoli camarões semanalmente, por vezes, diariamente. Masoquismo? Talvez. O facto é que os restaurantes só cozinham este prato para duas pessoas. De modo que quem tiver um fraco pelo dito depara-se com poucas hipóteses: ou bem que desiste de vez do arroz, ou desenha duas bocas na sua cara e mais tarde se preocupará com os recém-adquiridos pneus, ou então angaria companhia para o ajudar na tarefa de esvaziar o tacho. Eu fui essa companhia. De pouco me servia percorrer a ementa em busca do manjar prefeito. Por ele ia olhar para mim com aqueles olhos de cachorro abandonado e eu, coração mole, lá perguntava, baixinho: “É o arroz, não é?”. “Se preferires outra coisa….”, respondia ele, invariavelmente. Eu até preferia. Mas preferia ainda mais vê-lo a ele feliz. E toda a gente sabe que a felicidade vem no fundo de um tacho de arroz, entre o mexilhão e o berbigão.
E esta é a coisa mais doce que se pode fazer por alguém. Cedências. Estar aberto a abrir portas que de outro modo fecharíamos. Fazer aquilo que não queremos só porque o outro gosta. Seremos todos nós masoquistas em auto-flagelação? Será que as relações se fundam no sacrifício? Não, de todo não. Mas é preciso ir para além do nosso próprio umbigo, tenha ele piercing ou não.
Gostar de alguém – um amigo, um irmão, um namorado – é querer fazê-lo feliz. Sem sacrifício. Sem cobrança. Dar passeios de mão dada mesmo que se tenha planeado um domingo esborrachado no sofá e que se considere o mão-na-mão tão foleiro quanto fios de ouro pendurados em peitos peludos. Jantar em casa de avós que nem chocolates nos dão. Saltar da cama mais cedo para deixar o pequeno-almoço preparado. Assistir a infindáveis casamentos de pessoas que nem conhecemos. Engolir arroz de marisco quando até já se tem um fóssil de camarão na língua.
A melhor coisa do mundo não é só fazer alguém feliz. É ficar feliz com isso também.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Apanhando do chão pedacinhos do meu coração

A Vera... E não há mais nada a dizer... Eu assino por baixo, Verinha.


Há dores imensas no mundo. Tenho uma tatuagem no fundo das costas que foi sentida como se uma lâmina em brasa me retalhasse a pele. Dizem que deixar a pilinha presa no fecho das calças implica uma dor acutilante… mas aqui vou ter que confiar nas palavras de quem o conta.
Tenho para mim que a maior dor de todas é partirem-nos o coração. Ele cá está, pequenino e vermelho, a bombear sangue e a manter-nos vivos. Mas um dia … CRASH…Rompe-se em mil pedaços, que caem no chão, e ficam as pontas aguçadas a espreitar lá de baixo para nós, prontas a espetar-se-nos no pé a cada passo mal dado. Não é só o momento em que coração se parte. Não é só a ausência, o viver sem ele. É o ter que andar pé antes pé para não nos magoarmos mais. A partir daí vivemos em piloto automático. Como um avião que ande pelos céus a voar sem rumo. Acordamos, expiramos e inspiramos, comemos (às vezes) e dormimos. Piloto automático porque já não esta o coração. Tentamos conhecer pessoas. Sair à note. Distribuir misteriosos sorrisos de Mona Lisa. Substituir quem perdemos por alguém novo. Eventualmente apaixonamo-nos mesmo. Mas não resulta. Porque os tais pedacinhos pontiagudos de coração continuam lá caídos no chão, sem nos deixar saltar nem dançar sem provocar feridas. O instinto de sobrevivência diz-nos que não podemos perder nem mais uma gota de sangue. Por isso aquela nova paixão nem o chega a ser. Melhor não mexermos os pés do que nos magoarmos nos estilhaços.
A segunda dor maior a seguir a esta é vê-lo com a outra. Onde ela, nós estivemos. Onde ela dorme, nós dormimos. Vê-lo é como andar descalça em cima dos pedacinho de coração partido.
Não lhe desejamos mal. Seria bem mais fácil ter-lhe raiva, rancor. O ódio sempre funcionou como uma grande arma de defesa e de recuperação. Tão-pouco gostamos já. Tudo o que um dia existiu já desapareceu. Afinal, ele partiu-nos o coração. O único que tínhamos. A Zara ainda não os vende. Nem sequer a D& G lançou algum último modelo de corações. Não sentimos nada. Isso é o pior, não sentir nada. Mas fica a ideia de que aquele foi o nosso lugar. E, sobretudo, um grande sentimento de frustração. Será que as rupturas amorosas nos lançam em desenfreada competição com os ex’s? Será que tudo está em saber quem se apaixona primeiro? Quem reconstrói a vida antes? Será que naquela noite, quando o vi de mão dada com ela, tudo teria sido diferente se eu tivesse uma mão na minha também? Não sei… porque não tinha. Só sei é que foi ele que me partiu o coação a mim e não o inverso. Mas agora é ele que tem alguém ao lado enquanto eu passo as noites sozinha a tentar não pisar os cacos. Onde está a divina justiça no meio disto tudo? Então ele não devia ter sido condenado pelo Tribunal dos Corações Partidos a nunca mas gostar de ninguém? E a mim, quem me arranja um coração novo? É que eu fiquei estragada. Sou a mercadoria estragada na última prateleira da loja. E ninguém quer uma mercadoria danificada. “Desculpe, venho devolver esta menina. Parecia perfeita mas falta-lhe aqui o coração, está a ver? Está a ver este buraco? Troque-a por outra por favor. Esta já não presta”.
As pessoas são muito engraçadas. Têm mil cuidados com as jóias de família, com jarrões de porcelana chinesa, com vasos de cristal. E depois usam-se umas às outras como se fossemos bonecos de borracha ou feitos de material inquebrável. Não há nada mais frágil do que uma pessoa. Estraga-se com um simples toque, não vem com peças subselentes, e é absolutamente insubstituível.
A única virtualidade de o ver com ela, a olhar para ela como um dia olhou para mim, é a de me obrigar a baixar-me e a apanhar, um a um, os pedacinhos de coração caídos do chão. Depois, percorrer meio mundo procurando uma cola sucintamente forte para reparar corações. E quando finamente a encontrar reconstruir o puzzle.
Primeiro, porque precisamos de um coração cá dentro para pôr alguma ordem na casa, que isto de viver em piloto automático, mais dia menos dia, provoca uma acidente grave. Depois, porque se caminharmos a vida toda em bicos de pés com medo de nos magoarmos de novo vão-nos passar pessoas lindas ao lado, que tivemos medo de conhecer, não fosse uma das tais pontas aguçadas espetar-se de novo em nós.
Por todas estas razões vos garanto que um destes dias vou finamente encher o meu “buraco negro” com um aglomerado de coração. Preciso dele com urgência. Não quero que os pedacinhos aguçados se intrometam entre mim, aqui quietinha a um canto, e alguma coisa possivelmente fantástica que me esteja a acontecer.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mas Afinal, Porque Gostamos Mesmo Quando Eles Não Gostam o Suficiente???

Os teus olhos quando te ris. Os teus olhos quando estás sério. Os teus olhos. O teu sorriso. O sorriso mais autêntico. O facto de sorrires quando eu chego. As tuas mãos quando são suaves. As tuas mãos quando são firmes. As tuas mãos na minha cintura. A tua mão no meu cabelo. A tua mão no meu braço e a tua voz no meu ouvido "Isso é uma promessa?". A tua voz quando falas comigo. Os teus abraços. Os melhores abraços do mundo. A certeza de que se me tocares deixo de pensar. O facto de me abraçares para dormir. O facto de me abraçares quando dormes. Os encontrões que me dás quando caminhamos lado a lado. A tua forma de dançar. A tua forma de dançar encostado a mim. Tu a cantares a plenos pulmões. A cantares e a rires-te. E a fazeres-me rir. O facto de me fazeres rir tanto. As nossas private jokes. A química. A provocação. Termos uma canção. Termos duas canções (o facto de não te lembrares de quais são e de eu saber que não te lembras). Termos uma palavra mágica. A tua preocupação com o bem estar dos outros. A tua boa disposição crónica. O teu optimismo patológico. A tua simpatia.