terça-feira, 30 de junho de 2009
Insónias & Manias
Já sei que comigo não resulta, antes de tentar dormir, ver televisão, ler, ir ao ginásio, beber chás "Noite Tranquila" e outros que tal. Nada resulta! E, como é óbvio, contar carneiros também não! Mas tenho que admitir que começo a enumerar coisas como forma de me acalmar. Apenas para me acalmar, note-se, porque nem por isso consigo adormecer!
Então, nestas noites terríveis, é ver a Catarina, enroscadinha, a lembrar-se das coisas boas da vida: uma cama quentinha, a minha casa, um banho de banheira, chocolate, os meus amigos, a minha irmã...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
VENDE-SE AMOR EM CAIXAS DE SAPATOS
Num destes Domingos pachorrentos levei duas amigas ao cinema para ver “Confissões de um Shopaholic” (nota de rodapé: sim, sou fútil. E cada vez mais faço questão de o ser. Não tenho paciência para massacrar o Tico e o Teco com filmes pseudo-intelectuais depois de uma semana de trabalhos forçados). Saí da sala sensibilizada com os perigos da uma vida financeiramente libertina, velei pela boa saúde do meu crédito pessoal e aconselhei as minhas amigas a fazer o mesmo. Mas mal virei a esquina do shopping e vi o cartaz que anunciava promoções na sapataria comecei a correr que nem uma tresloucada e deixei as duas meninas ali paradas em pleno corredor, abismadas com a minha velocidade em cima de saltos altos. Resultado: umas fantásticas sandálias pretas, em pele, a amarar na perna, com 70% de desconto. Senti-me mal? Nem por isso… afinal, se as comprei em promoção acabei por cumprir os mandamentos que o filme me ensinou.
Há um par de semanas, quando me preparara para mais uma das minhas entediantes viagens em trabalho, cumpri o ritual de passar pelo Duty Free do aeroporto. E achei que a miséria que me esperava no destino (é bem sabido que até à data eu não era - sublinho, não ERA – germanófila) autorizei-me a mim própria a exceder o orçamento habitual das compras de viajante. Em boa verdade ia apenas atacar o sector dos cremes de rosto, único luxo que nem a senhora minha mãe me recrimina, porque, afinal, todas temos pavor em ficar velhinhas. Cremes para o pescoço e para os olhos são, em bom rigor, quase medicamentos. Salvam vidas pelo menos. Mas o maior infortúnio é que para chegar ao departamento dos cremes tive que passar pelo departamento da maquilhagem. Tive que passar. Bem…. Ter, ter, o que se diz “ter”… eu não tinha. Mas era uma das possibilidades. E se era possível passar pelo corredor da make up… pois, eu passei… Ninguém diga nada! Atire a primeira pedra aquele que nunca se entregou aos prazeres dos batons e dos blushs. Pois bem, descobri que o vermelho Channel é diferente de todos os outros vermelhos dos milhentos outros batons que existem no mundo, e que existe uma escova de rímel especialmente vocacionada para revirar as pontas, e que a ciência já produz correctores que camuflam olheiras com as quais poderíamos até tropeçar! Ora, depois de descobrir tantas maravilhas compreenderão que as não poderia ignorar e fui forçada a ceder aos benefícios da ciência
Quando a minha conta ultrapassava já o valor do orçamento integral que me tinham atribuído para a dita viagem ouvi subitamente uma voz: “Vera”. Primeiro baixinho, depois aos gritos: “VERA”. Acham que era a minha consciência? Não. Era antes um relogiozinho dourado da Guess, que me seduzia da sua pequena caixinha de vidro. Tive que lá ir. Quem não iria? Fui lá e mostrei-lhe quem mandava…. Ele, pois claro. Tive que o comprar. Eu, que tenho um daqueles irritantes pulsos fininhos onde relógios e pulseiras costumam dançar o mambo, ainda me alimentei da fugaz esperança que o dito caísse do braço e se estatelasse no chão, mas nem essa prece me foi atendida. É que afinal o bicho era composto por pequenas fracções que se desmontavam, de modo que bastou um ligeiro ajuste para me servir na perfeição, tal qual um relógio de cristal no pulso da Cinderela. Preparava-me para pagar quando a menina da caixa me perguntou pelo cartão de passageiro frequente, explicando-lhe que iria reportar o valor das compras à minha conta de milhas. Olhei-a, estupefacta (ou seja… estúpida) e respondi, no tom mais ofendido que me saiu: “Não posso crer! Há tantos anos a comprar coisas no Duty Free e a gastar milhares de euros e só hoje em avisam disso. Eu já poderia ter acumulado milhas e milhas com esse expediente! Como é nunca me informaram disso?”.
“Esta enganada minha senhora. Ainda da última vez que aqui esteve lhe disse isto”, respondeu-me ela. Silêncio. Uhhhhhhhhhhh!!!!! Quarta dimensão!!!!! Da última vez que lá tinha estado???? Mal ela… recordava-se de mim????
“Desculpe? “ – perguntei eu, com a maior cara de sonsa da História – “mas a senhora recorda-se de mim?”. “Claro que sim, vejo-a aqui muitas vezes a comprar coisas”. “Tem a certeza de que era eu?”, insisti, na tentativa de desarmar aquela vergonhosa mentira de eu ser uma compradora compulsiva. “Tenho” (resposta convicta).
E agora o meu momento de auge, o toque do verdadeiro artista: “Olhe que já me têm dito que anda por aí muita gente parecida comigo”. “Não minha senhora, recordo-me perfeitamente. Foi há cerca de três semanas e comprou um par de perfumes”.
Ui... o rumor bate certo com a realidade. Três, semanas, Cancun, o Gucci e o Coco Mademoiselle.
Cabisbaixa, humilhada, dilacerada, uma autêntica dama das Camélias a definhar sob o peso da tuberculose das compras, saquei do cartão de plástico, marquei o código e reflecti sobre os meus devaneios coquettes. O meu patético desespero só foi interrompido por uma voz que gritava o meu nome no altifalante do aeroporto, avisando-me de que aquele seria o último aviso para o embarque. Com a mochila do PC às costas, um saco de compras em cada mão e umas botas de cano alto de verniz, desato a correr pelos corredores do aeroporto. Lei de Murphy: a porta de embarque fica logo à entrada, excepto quando o avião está prestes a partir. Já aqui gabei o meu dom para correr em saltos altos, mas nunca é demais referir que se houvesse um campeonato mundial a medalha de ouro seria minha.
Já me imaginava a perder o avião, a ser chamada a dar explicações acerca desta falha imperdoável… “Sabe senhor Doutor, a culpa é do rouge da Channel…. e dos relógio dourados….”. Não me parece que esta resposta sensibilizasse alguma alma…
Moral da história: não pedi o avião, mas fui a última a embarcar, sob o olhar de censura dos restantes passageiros e do pessoal da TAP que, certamente, me condecorou nesse dia com a honra de persona non grata em matérias de voos.
Porque vos contos isto? Porque tenho passado os últimos anos a compensar as minhas desventuras amorosas e desgastes emocionais com compras, mais ou menos necessárias (diria “menos”), mais ou menos exorbitantes (diria “mais”). Será que ainda acredito que posso comprar o amor juntamente embrulhando em papel de seda, dentro de uma caixa de sapatos? Será que tops sem costas acabam por me tapar o frio nas noites de Inverno, há falta de quem me aqueça? Não nego que continuo compradora mesmo em tempos de maior estabilidade emocional. Está no meu ADN e contra a biologia não vale a pena lutar. Mas nesses momentos sou como aquele alcoólico que não vai para além do copo de vinho à refeição e da bebedeira semanal. Já em momentos de desgosto de amor vivo inebriada por sacos de compras.
O problema é que, à medida que o espaço da minha casa se torna pequeno para todas as aquisições, também a minha conta bancária diminui de dígitos. Sem que daqui derive algum paliativo emocional, alguma mais-valia para a pessoa que sou. Convenhamos: não há carteira de marca que funcione como penso para a alma. Mas enquanto o príncipe perfeito não chega sempre haverá por aí, algures, um parzinho de sapatos à espera do meu pezinho. E esses, pelo menos, nunca me trocaram por outro pé menos elegante que o meu.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Michael Jackson

Morreu o Michael Jackson. E eu ainda me lembro de estar em frente à televisão com os olhos tapados porque estava a dar o videoclip do Thriller. Isto porque a primeira e única vez em que realmente vi as imagens, tive um pesadelo (há coisas que nunca mudam, digo eu, a-que-é-incapaz-de-ver-um-filme-de-terror). Dizem que as pessoas continuam vivas nas memórias dos outros e, apesar de eu não gostar particularmente da música dele, a verdade é que faz parte das minhas...
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Hoje Acordei Deste Lado
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Apanhando do chão pedacinhos do meu coração
Há dores imensas no mundo. Tenho uma tatuagem no fundo das costas que foi sentida como se uma lâmina em brasa me retalhasse a pele. Dizem que deixar a pilinha presa no fecho das calças implica uma dor acutilante… mas aqui vou ter que confiar nas palavras de quem o conta.
Tenho para mim que a maior dor de todas é partirem-nos o coração. Ele cá está, pequenino e vermelho, a bombear sangue e a manter-nos vivos. Mas um dia … CRASH…Rompe-se em mil pedaços, que caem no chão, e ficam as pontas aguçadas a espreitar lá de baixo para nós, prontas a espetar-se-nos no pé a cada passo mal dado. Não é só o momento em que coração se parte. Não é só a ausência, o viver sem ele. É o ter que andar pé antes pé para não nos magoarmos mais. A partir daí vivemos em piloto automático. Como um avião que ande pelos céus a voar sem rumo. Acordamos, expiramos e inspiramos, comemos (às vezes) e dormimos. Piloto automático porque já não esta o coração. Tentamos conhecer pessoas. Sair à note. Distribuir misteriosos sorrisos de Mona Lisa. Substituir quem perdemos por alguém novo. Eventualmente apaixonamo-nos mesmo. Mas não resulta. Porque os tais pedacinhos pontiagudos de coração continuam lá caídos no chão, sem nos deixar saltar nem dançar sem provocar feridas. O instinto de sobrevivência diz-nos que não podemos perder nem mais uma gota de sangue. Por isso aquela nova paixão nem o chega a ser. Melhor não mexermos os pés do que nos magoarmos nos estilhaços.
A segunda dor maior a seguir a esta é vê-lo com a outra. Onde ela, nós estivemos. Onde ela dorme, nós dormimos. Vê-lo é como andar descalça em cima dos pedacinho de coração partido.
Não lhe desejamos mal. Seria bem mais fácil ter-lhe raiva, rancor. O ódio sempre funcionou como uma grande arma de defesa e de recuperação. Tão-pouco gostamos já. Tudo o que um dia existiu já desapareceu. Afinal, ele partiu-nos o coração. O único que tínhamos. A Zara ainda não os vende. Nem sequer a D& G lançou algum último modelo de corações. Não sentimos nada. Isso é o pior, não sentir nada. Mas fica a ideia de que aquele foi o nosso lugar. E, sobretudo, um grande sentimento de frustração. Será que as rupturas amorosas nos lançam em desenfreada competição com os ex’s? Será que tudo está em saber quem se apaixona primeiro? Quem reconstrói a vida antes? Será que naquela noite, quando o vi de mão dada com ela, tudo teria sido diferente se eu tivesse uma mão na minha também? Não sei… porque não tinha. Só sei é que foi ele que me partiu o coação a mim e não o inverso. Mas agora é ele que tem alguém ao lado enquanto eu passo as noites sozinha a tentar não pisar os cacos. Onde está a divina justiça no meio disto tudo? Então ele não devia ter sido condenado pelo Tribunal dos Corações Partidos a nunca mas gostar de ninguém? E a mim, quem me arranja um coração novo? É que eu fiquei estragada. Sou a mercadoria estragada na última prateleira da loja. E ninguém quer uma mercadoria danificada. “Desculpe, venho devolver esta menina. Parecia perfeita mas falta-lhe aqui o coração, está a ver? Está a ver este buraco? Troque-a por outra por favor. Esta já não presta”.
As pessoas são muito engraçadas. Têm mil cuidados com as jóias de família, com jarrões de porcelana chinesa, com vasos de cristal. E depois usam-se umas às outras como se fossemos bonecos de borracha ou feitos de material inquebrável. Não há nada mais frágil do que uma pessoa. Estraga-se com um simples toque, não vem com peças subselentes, e é absolutamente insubstituível.
A única virtualidade de o ver com ela, a olhar para ela como um dia olhou para mim, é a de me obrigar a baixar-me e a apanhar, um a um, os pedacinhos de coração caídos do chão. Depois, percorrer meio mundo procurando uma cola sucintamente forte para reparar corações. E quando finamente a encontrar reconstruir o puzzle.
Primeiro, porque precisamos de um coração cá dentro para pôr alguma ordem na casa, que isto de viver em piloto automático, mais dia menos dia, provoca uma acidente grave. Depois, porque se caminharmos a vida toda em bicos de pés com medo de nos magoarmos de novo vão-nos passar pessoas lindas ao lado, que tivemos medo de conhecer, não fosse uma das tais pontas aguçadas espetar-se de novo em nós.
Por todas estas razões vos garanto que um destes dias vou finamente encher o meu “buraco negro” com um aglomerado de coração. Preciso dele com urgência. Não quero que os pedacinhos aguçados se intrometam entre mim, aqui quietinha a um canto, e alguma coisa possivelmente fantástica que me esteja a acontecer.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Lamechices
Mas acabei agora mesmo um dia de trabalho e vim espreitar o blog. E recebi um comment bonito, anónimo é certo, mas bonito. E aqui a cínica até sorriu!!! Thanks.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Como Combater a Crise
O dito guia é, neste momento, work in progress, porque tudo isto nada tem de simples, minhas amigas. Ou seja, há sinais que aparentemente são importantes para algumas de nós e não para outras. E também já constatámos casos de homens que conseguem apresentar quatro e cinco sinais simultâneos, o que, evidentemente, aumenta a gravidade do caso!
Em todo o caso, deixo-vos um primeiro levantamento dos ditos sinais e agradeço os vossos contributos! A bem da sanidade mental de todas nós :):
-Usar bolsa a tiracolo (sim, sim, já todas sabem que esta indicação é minha);
- Ter como objectivo de vida a criação de galinhas;
- Usar meias brancas (sim, ainda há);
- Dançar salsa (desculpa Rocío!!!!!!!);
- Ser engenheiro informático (pelo menos até os ditos nos provarem o contrário);
- Dizer "prontos";
- Dizer "fizestes";
- Usar sapatos de vela (pior ainda se vier acompanhado de meias e corsários; lá está, a questão de mais do que um sinal aparecer em conjunto);
- Tratar as mulheres por "bebé";
- Aceitar comentários no hi5 a dizer como são lindos e bons e maravilhosos;
- Fazer comentários no hi5 a mulheres do género de "Whoowwwwwwww", "Adorava conhecer-te" (ainda dizem que o hi5 não serve para nada!!!!);
- Acelarar para nos mostrarem como o carro que conduzem é potente (pleeeeeeeeeease);
Agora meninas, ajudem-nos a completar a nossa lista! Todas juntas venceremos :)!
A alegoria da caverna
“Eu só me vejo com um tipo que ande no ginásio. Olha para mim… achas que me poderia estar com alguém menos activo e mais fraco do que eu?”. Pois… bem pensado… com esse corpo… não te vejo com uma bola de sebo ao lado…
“Verinha, não admito sequer estar com alguém que não possa acompanhar-me aos restaurantes onde gosto de ir e nas férias a que estou habituada”. Mas claro que sim. Pois se tu gostas de comer rabo de boi (já viram o preço do rabo?) em restaurantes de estrelas Michelin e de passar férias em destinos paradisíacos, não me parece justo que te remetas a Mac’s com batas fritas e a uma tenda no parque de campismo de Alguidares de Baixo só porque o teu namorado vive com o salário mínimo.
Tenho pensado naquilo que eu espero da minha meia-laranja. Espero muito. Talvez demais. Mas até ao momento ainda não tinha conseguido individualizar a nota básica, o turn on total, aquilo que me põe de quatro e a arfar. Isto até ao dia em que, no contexto de uma conversa acerca dos meus planos de vida, referi que estranhava que alguns amigos não vissem as virtualidades do meu novo projecto pessoal. Eis senão quando (viciada digo-vos, estou viciada nesta expressão) “ele” se sai com esta: “Isso é como a alegoria da caverna. Eles não estão a ver mais longe”.
STOP
O “ele” referiu a alegoria da caverna??? De repente, o alarme anti-paixões soou na minha cabeça, no corpo todo (if you now what I mean…), na ponta dos pés inclusive. Já é bizarro que alguém conheça a alegoria da caverna. Mais ainda que esse alguém seja um menino. Mas verdadeiramente extraordinário é que seja um menino engenheiro. Sem desprimor para os próprios, note-se. Cerca de 80% do meu círculo de amizades responde por senhor engenheiro (ou senhor licenciado em engenharia, para reviver a encenação no nosso Primeiro). Mas, convenhamos, não são pessoas muito dadas a leituras filosóficas…
Ainda pensei que fosse mera coincidência. Que tivesse ouvido aquilo na rádio ou da boca de alguma miúda em cenário de engate. Mas alguns dias depois atira-me outra à cabeça (e ao coração): o sermão aos peixes do Padre António Vieira.
Fechem a boca. Eu também fechei a minha….depois de apanhar o queixo que na altura me tinha caído ao chão. Primeiro filosofia, agora literatura….o que virá a seguir?
Bailado. Não estou a inventar. Eu, que sou uma apaixonada por ballet clássico, lancei para o ar que gostava muito que ele me acompanhasse a um espectáculo de dança. Quase antevia que o “ele” iria recusar. Não me enganei. Mas recusou explicando que não apreciava ballet, não obstante reconhecer que Nureyev disponha de capacidades físicas extraordinárias. Um soco no estômago não me teria deixado mais abalada. O homem tinha encontrado a ranhura onde meter a moeda que me põe em andamento.
Não me compreendam mal. É claro que eu, que me esforço por combater a lei da gravidade no ginásio, também não me contento com tipos de barriga descaída e duplo queixo. Tão-pouco vejo como provável a assunção do cargo de
“pagadora oficial de contas” ou, em alternativa, conformar a minha vida aos padrões de tasca de 3.º e pensão de lençóis sujos porque o prazer de uma determinada companhia a isso impõe. Mas tudo pode acontecer na vida. Life is just like a box of chocolats, isn’t it?
Ainda assim, por via de princípio, procuro um par de bíceps, cartão de crédito, sentido de humor, 1.90m, experiência de vida, beijos molhados, bons valores sedimentados e tudo mais a que as princesas do conto de fadas têm direito. A este elenco de coisas impossíveis falta, porém, aquele que é o meu turn on fundamental, aquilo que me deixa ofegante e quase tonta: os dois dedos de testa.
As pessoas podem-nos cativar de muitas formas. Quando se fala de príncipes encantados a excitação pode provir dos mais pequenos detalhes, desde o levantar de uma sobrancelha ate um tique nervoso que o faz mexer a boca quando pensa. Tudo isso é lindo. Mas a alegoria da caverna foi o “click”. Nunca Platão imaginou que a sua parábola fosse hoje utilizada como critério identificativo de meias-laranjas. Obrigado por me fazeres sair da escuridão Platão. I see the light now.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Escova de dentes, lingerie, 40 pares de sapatos
Este texto dirige-se a todas as Barbies deste mundo, que não saem de casa sem se olhar ao espelho e sem meter na bolsa o rouge para os lábios. E, convenhamos, para os metro também (onde incluo desde os decimetrosexuais até aos kilometrosexuais).
Aviso já: não me levem a sério. Aliás, nisso, sou como o Araújo Pereira (hum… paixão platónica): ninguém me leva a sério, nem mesmo eu. Mas leiam e reflictam.
Preparar uma mala de viagem é tarefa complicadíssima. Estou em crer que deveria haver pós ou masters sobre isto, porque de facto exige muito estudo e ponderação.
Primeira questão: que mala levar: um saco mais pequeno, que se possa pegar na mão, para não corrermos o risco de nos considerarem obcecadas pelos trapos? (não sei onde foram ver desta ideia…? … e aqui reviro os olhos) Ou antes um mala maior, de rodinhas, mais fácil de transportar, mas que nos marca com o estigma de aparênciodependente? É que o dito “saquinho” pode na verdade pesar quilos – o peso aumentará em directa proporção com a técnica de cada uma para enfiar muita traquitana (um must do calão) em pouco espaço – e lá teremos nós que pegar nele com o sorriso forçado de quem carrega o mundo disfarçado de pluma, dedos crispados e vergões nos braços. E esqueçam o andar sedutor… lá irão cambaleando estação fora, como eu fui do alto dos meus saltos vermelhos.
Segunda questão: adequação da indumentária à temperatura. O que parece simples pode, na verdade, tornar-se extremamente complicado sempre que a informação meteorológica da véspera não coincida com a cor do céu do próprio dia. E lá vamos nós desfazer o saco, tirar tudo cá para fora e delinear novo plano de vestuário. E quando digo tudo… é mesmo… tudo. Não apenas o trapinho em si mesmo, mas os respectivos anexos: sapatos, maquilhagem, bijutaria, roupa intima. Pois quem se lembraria de levar as mesmas sandálias cor-de-rosa, que tão lindas ficavam no vestidinho rosa e branco, para a fatiota preta e vermelha??? Please, be serious: rosa com preto e vermelho???? E o mesmo vale para os brincos rosa choque, para o batom rosa bebé, para a sombra rosa pálido…. Não tendo nós a sorte de reclamar o daltonismo (até nisso os meninos têm sorte: então não é que a maldita doença que nos livraria do pecado de misturar cores só afecta genes Y?). Nem se pense em usar um soutien preto por baixo da t-shirt branca… há que ter um mínimo de decência minhas senhoras.
Terceira questão: adequação da vestimenta às acções planeadas. Vamos caminhar pelo parque? Esquece as sandálias de 25 cm e leva antes as sabrinas. Praia? Nem te atrevas a ir dondoca e pega já nos shorts e, claro está, em 3 pares de bikinis, não vá o diabo tecê-las. Sair à noite? É óbvio que não há menina que leve para a noite a mesma roupinha que usou durante o dia, transpirada e já vista. Ao pôr-do-sol transformamo-nos em Cinderelas, saias curta e top brilhantes, eye liner e olhos fumados. Vale tudo! Menos usar o vestido que nos cobriu o dia inteiro, por mais elogiado que tenha sido.
Estas preocupações são especialmente prementes quando a companhia de viagem seja o mais que tudo. Eles não notam, é verdade. É-lhes indiferentes que andemos de avental ou com calças de bom corte. Estou até inclinada para pensar que a primeira opção lhes agradaria bem mais (ou nuas, melhor ainda). Dizem sempre que estamos bem sem sequer olhar para nós. Mas, se tudo isto é verdade (e eu confirmo) porque insistimos em mirabolantes planos de conjugação de cores e feitios para os impressionar? Pérolas a porcos? Talvez. Mas eu não jamais pensaria em fechar a minha malinha sem lingerie de vários tons, o estojo de make up e 10 pares de sapatos. Escova de dentes? Isso compra-se em qualquer sítio…
terça-feira, 9 de junho de 2009
A Menina Que Não Gosta de Rapazes
http://videos.sapo.pt/b4LF9HWgY97CNBGcEY4S
segunda-feira, 8 de junho de 2009
“Sim, aceito ir contigo ao casamento… até que a morte nos separe”
As meninas crescem com o sonho de um dia um príncipe encantado num cavalo branco (na versão adequada aos tempos actuais: um tipo com emprego, com carro próprio e que tenha saído da casa dos pais) lhes sussurre ao ouvido “Sim, aceito casar-me contigo… até que a morte nos separe”.
Eu, que nunca vivi subjugada aos devaneios de me meter num vestidinho branco de cetim e folhos, fico-me por um anseio bem mais modesto mas igualmente complicado. Estou até em dizer que mais difícil que encontrar um noivo é encontrar acompanhante para um casamento. Um homem pode não se importar de meter a aliança no dedo, fingir ser fiel e pagar-nos as contas; mas quando se trata de engravatar-se e vestir a melhor fatiota para acompanhar à cerimónia (quase sempre entediante) uma menina que não lhes aporte nos pós-casamento nenhum benefício carnal já a história reza diferente.
Exagero? Deixo-vos os factos e digam de vossa justiça:
Estava eu em pleno encontro erótico com o meu sofá, ora me estendo para a direita ora me estendo para a esquerda, quando toca o telefone . Trimmmm!! (vamos usar o toque banal para escaparmos à dificuldade de imitar o som de um bebé a chorar… toque muito apreciado entre os admiradores do kitsch)
“blablabla.. meu casamento…blablabla..gostava muito que estivesses…blablabla… um dia muito feliz para nós”. Como compreenderão, tornou-se impossível recusar a minha presença. Mas logo nesse instante vislumbrei-me algumas dificuldades práticas…
“Então tenho aqui o convite para ti e para o Y” (chamemos-lhe assim para não ferir sensibilidades”
“Ah… eu e o Y terminámos há quase um ano”
“Então para o teu novo namorado”
“Princesa… não tenho. Sou uma mulher emancipada” (disse eu, para não ferir a minha sensibilidade)
“Deixa lá Verinha, vai haver muitos homens o casamento. Quem sabe não encontras lá um para ti”.
Pronto. Estava lançada às feras. Mulher sozinha (e desamparada?) apresenta-se em casamento povoado de homens. Mas a gota de água ocorreu na despedida de solteira. 48 horas a ouvir falar nas maravilhas das respectivas caras-metade: o que cozinham, se passam roupa ou não, onde foram nas férias, onde irão nas férias, e milhentos outros pormenores que só colhem o interesse de quem está apaixonada. Perante a minha ansiedade em dar por findo o fim-de-semana levantaram o sobrolho: “Estás com pressa??? Tens encontro com quem? “ (pois se eu não tenho namorado também não tenho encontros… óbvio… ). Lá expliquei pacientemente (enfim, com a paciência, ou a falta dela, que me é mundialmente reconhecida) que o tinha um tête a tête privado à minha espera em Coimbra, com o PC e vinte mil livros.
“És mesmo workaholic. Eu vou é passar o resto do Domingo a namorar”.
Eu também iria. Se tivesse com quem. Não tendo, fico-me pelo tête a tête. Mas nesse Domingo à noite decidi que não iria ao casório sozinha nem que a vaca tossisse. Ora, como as vacas não tossem, tinha mesmo que arranjar acompanhante.
Depois de muitas recusas – desde o funeral do peixinho até antecipações de doenças, tudo serviu de desculpa – a primeiro a cair na minha rede tentou, num súbito, coup d'état, enredar-me a mim: “O que era giro era que nos apaixonássemos no casamento”. Sabem aquele arrepio que nos percorre a espinha? Senti-o na altura. Antevi cenas embaraçosas em plena cerimónia, olhares melosos durante o jantar sob a mirada atenta dos meus pares (já referi que era um “casamento de trabalho”, cheio de coleguinhas e chefes?), dramas alimentados pelo álcool, telefonemas no dia seguinte…”Sabes que mais? Pensando bem vou sozinha. Eu sou feminista e tudo”.
Mas não ia. Claro que não. Como disse, as vacas não tossem. Novas negas. Novas desculpas, algumas envolvendo raptos alienígenas. A minha próxima vítima estava prestes a resolver-me o problema quando a quase-namorada deixou bem claro que nunca passaria do “quase” caso ele teimasse em acompanhar-te.
À beira do desespero uma alma caridosa consegue finalmente angariar-me companhia masculina no seio do seu leque de amigos. E lá fui eu. Eu e ele. E correu tudo bem. A melhor companhia que uma menina pode desejar. Sem pressões nem chantagens. E quando ele me disse “Sim, aceito ir contigo ao casamento”, senti-me a não noiva-mais feliz do mundo.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Afinal, o problema não sou eu, é a demografia
Várias vezes tenho divagado acerca da minha “solteireice patológica”. Não sendo especialmente feia, nem especialmente burra, nem especialmente pérfida, questiono-me porque estarei sozinha. E como a auto-comiseração sempre foi bom motivo para devorar mais uma caixa de chocolates chego sistematicamente à conclusão de que a culpa é, afinal, minha. Lá está… se eu fosse um bocadinho mais paciente. Um bocadinho mais tolerante. Um bocadinho mais transigente. Um bocadinho mais calma. Um bocadinho mais normal. Se soubesse danças de salão. Se fosse boa cozinheira. Se as minhas mamas fossem maiores. Se não fossem os piercings e as tatuagens. Se os não deixasse intimidados (remeto para um escrito anterior). Se…
Tantos “ses”! A certo ponto – lá pelas tantas da madrugada – chego ao ponto de pensar “se eu não fosse eu”. Mas se eu não fosse eu provavelmente não me colocaria estas questões filosóficas porque estaria demasiado ocupada a ser mulherzinha de algum mediocrezoide, com bigode de GNR mas sem os tais dois dedos de testa.
Há umas semanas vi a luz. Ou melhor, fui iluminada por uma mente brilhante que me explicou que a culpa meus senhores, não é minha, é da demografia.
Ou seja, não é a mim que deve ser assacada a responsabilidade de todas as Passagens de Ano a beijar a taça de champanhe à meia noite, de todas os dias de namorados a oferecer presentes a mim própria e de todos os abraços que dou aos meus joelhos… à falta de melhor zona corporal a que abraçar. Não, não é a mim, nem ao meu nariz empinado, nem aos meus desvarios. É a demografia. Parece - mas digo-vos isto com ares de dado cientifico - que, embora nasçam sensivelmente tantos meninos como meninas, dois factores perturbadores vieram arruinar a minha felicidade conjugal (ou a ausência dela): a) no percurso até à idade adulta morrem mais meninos que meninas; b) o numero de gays masculinos é bastante superior ao numero de lésbicas.
Ecco! I rest my case. Todas as vezes que o meu círculo de amigos me acusou de piquinhice excessiva no momento de aparelhar… estavam profundamente errados. Não sou demasiado exigente. Não tenho é um âmbito pessoal suficientemente alargado de escolha. Pois que culpa tenho eu que o gene Y sucumba mais facilmente a acidentes e doenças? Acaso posso dominar a genética? E que culpa tenho eu que parte substancial da população masculina prefira roçar-se numa pernoca peluda ao invés de se encostar à minha perninha depilada (com cera!)?
Em boa verdade, tudo isto conta com uma explicação científica e perfeitamente traduzível em termos matemáticos: se há menos meninos do que meninas em idade adulta, é óbvio que muitas de nós teremos, necessariamente, que ficar sozinhas. Quais? Bem, não será a Angelina Jolie certamente…
Tenho alguma solução? Bem, a única que vislumbro… hoje que são 4 da tarde de uma segunda feira de calor pachorrento, é igualarmos o numero de viventes masculinos. Para isso, só vejo duas hipóteses: ou nos atiramos de um 4.º andar ou damos uma voltinha pelo outro lado da sexualidade. O suicídio ou o lesbianismo como forma de reduzirmos o nosso número. Ora, tendo em conta que acho que sou demasiado gira para morrer espalmadinha no chão… e não digo mais nada.
Hoje vivo bem mais tranquila. Afinal, eu sou perfeita. A demografia é que não.
Rita aka Fofinha :)
Ora, este fim-de-semana, decidimos ir em grupo até à praia. Eramos uma série de mulheres, entre as quais a Rita, e um homem, o Chico, namorado da Rita. E mal chegamos à praia, felizes pela estreia praiesca de 2009, ainda a inspirar o cheiro a maresia, a Rita diz qualquer coisa do género "Que bom, daqui a bocado podemos ir correr!". O que é que aconteceu? Gargalhada geral!!!! E todas nós tentámos justificar a nossa gargalhada com o facto de mais nenhuma de ter um perfil propriamente desportista, mas eu tenho que admitir que a verdade verdadinha é que a minha gargalhada (de nervosismo, minha gente, de nervosismo) resultou da imagem que me surgiu na cabeça de mim, com todas as minhas banhocas extra, a correr num local público, de bikini, ao lado da Rita. Socorro!!!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mas Afinal, Porque Gostamos Mesmo Quando Eles Não Gostam o Suficiente???
Ou seja… ele não gosta o suficiente
Ao nosso lado duas teens disfarçam-se de Paris Hilton em frente a um espelho enorme. Pessoas entram e saem. E nós ali, choramos.
Senti-me como um daqueles cowboys dos filmes que víamos em pequeninos, a olhar para o cavalo ferido, sabendo que o tem de abater. Não há opção possível. Entre vê-lo sofrer lentamente e matá-lo com uma bala na cabeça, cowboy que os tenha no sítio saca da arma e dispara. Assim me senti eu. E como quero crer que também os tenho no sítio, disparei: “Ele gosta de ti… só não quer ficar contigo”. Ou seja… ele não gosta assim tanto de ti. “E sabes que mais? (continuei) Provavelmente vai mesmo acabar por comer a tipa”. Dizer isto a uma das nossas pessoas preferidas é como perder o tal cavalo.
Depois de um almoço de gargalhadas, vê-lo a passar com outra foi como beber um copo de água gelado em momento de sensibilidade dentária. A dor. O arrepio. As lágrimas que nos chegam aos olhos. Levantámo-nos da mesa deixando o café a meio. De repente o Domingo de sol transformou-se numa 2.º feira chuvosa.
O ser humano é um bicho estranho. Ama, odeia, gosta mas não quer ficar. Todos nós já estimemos nesta situação de ser gostados (mas não “ficados”), bem como do lado oposto, de quem não gosta o suficiente. É que uma coisa é nutrir sentimentos por alguém, pensar na pessoa, e alimentar uma espécie de “consciência amorosa”, que englobe cafés aos domingos à tarde, idas ao cinema e telefonemas a altas horas da noite em busca de companhia. Coisa diferente é imaginarmo-nos com a criatura todos os dias do resto das nossas vidas, acordar com ela e adormecer com ela, partilhar desde os pensamentos mais íntimos até à escova de dentes. Esta última opção está reservada a uns quantos eleitos, não ao comum mortal.
O mesmo sucede com os gelados e eu. Gosto o suficiente para comer um dia sim dia não. Lambuzo-me com eles, lambo os dedos para saborear o que derreteu, desejo-os quando os não tenho. Mas não o suficiente para comprar uma geladeira, que me permitiria fazer os meus próprios gelados todos os dias e quase me alimentar disso. Gostava de apresentar uma comparação mais inteligente, com laivos filosóficos, mas esta foi a analogia que me veio à cabeça. …As lágrimas continuavam a correr-lhe pela cara quanto me abracei aos joelhos dela. De repente diz-me: “Quero ir para casa, leva-me a casa. Preciso dormir”. Levantei-me. Meti a arma no coldre. Puxei o meu chapéu. Afinal, o cavalo não estava morto, só precisava de fechar os olhos.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O engate da mesa ao lado
Adoro putos. Não obstante, poucas coisas me incomodam mais do que estar calmamente a jantar num sítio bonito, com gente bonita, e ter que levar com o choro da criança da mesa ao lado. Estou prestes a fazer um abaixo-assinado que imponha aos restaurantes a obrigação de, ao lado do aviso que proíbe a entrada de animais, proibir igualmente a entrada de crianças cujos gritos atinjam certo nível de decibéis (cumpre referir que eu fui uma dessas crianças-sirene).
Mas, meus caros, descobri recentemente que ainda há praga pior que nos pode atormentar durante a refeição. Refiro-me ao “risinho”. O “risinho” é uma particularidade exclusivamente feminina, do qual fazemos uso numa situação muito própria: durante o engate. Não me compreendam mal. A mulher é um bicho multifacetado capaz de vários tipos, sons e entoações de risos e gargalhadas. Mas o “risinho” é aquela gargalhadinha histérica que lançamos para o ar em plena dança de sedução com qualquer macho menos precavido que tenha tido a desgraça de nos cair no goto.
Há poucos dias passei pela experiência de ter ouvir o “risinho” na mesa ao lado da minha em pleno restaurante desta cidade.
Assim reza a historia: estava eu no Itália, com uma das melhores companhias que poderia deseja para um jantar (sim Cat…tu), falando de coisas de mulheres, e lambuzando-se com alguma pasta de teor CLARAMENTE light. Eis senão quando (sempre quis utilizar esta expressão) ouço “hihihihi”…. Sim, assim mesmo! ”Hhihih”! Aquele pequeno gritinho que fica preso no ar mesmo quando a boca já se fechou. Um som estridente. Quase como giz a arranhar no quadro. Um ouvinte mais incauto pensaria tratar-se de um animal selvagem em lento sofrimento e agonia. Mas não eu, que já ando nesta vida há mais de 30 anos. Qual caçador atento em busca da sua presa, olhei em volta… e lá estava ela, escondida atrás da sua vitima, com olhar ameaçador. Os sinais distintivos saltavam à vista (tanto saltavam que um me bateu na testa): o mexer no cabelo enquanto se vai encaracolando a ponta do caracol; o agitar da cabeça para trás, tentando assim imitar o momento capilar de qualquer bom anúncio de shampô; a boquinha à Soraia Chaves, a qualquer momento pronta a perguntar “quer alguma coisa senhor padre?”, fazendo o biquinho mais mimado possível com os lábios; os olhos semi-cerrados, como uma autêntica assassina profissional.
Sim. É verdade. Estava perante um engate. A senhora era nitidamente amadora. Mas anda assim, um engate. O “risinho” é como o algodão... não engana. O pobre desgraçado lá se ia enredando nos bracinhos do polvo (da polva), na falsa suposição de que o sedutor era ele. Perdoais-lhe senhor, pois eles não sabem o que fazem nem o que lhes fazem!
Admito que passei o resto do jantar a criticar os pobres dotes da menina, a falsidade que dela emanava, o tom irritante do “risinho”, que parece ser uma das poucas coisas que me tira apetite.
Incomodou-me? Sim.
Porque ela era incomodativa? Sim.
Por mais algum outro motivo? Bem… a verdade é que naquela noite ela teve quem lhe aquecesse os pés e eu não.
Dor de cotovelo dói mais do que ficar com o piercing preso no fecho das calças, I tell you.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Portuguese Idol
Aqui fica um exemplo do que cantámos...
Notícia de Última Hora

Ok, pelos vistos esta notícia não é assim tão de última hora! Eu é que não andava atenta! O Brad Pitt e a Angelina Jolie separaram-se!!!??? E ninguém me avisa? É certo que esta é uma notícia que trará alegrias a ambos os sexos, mas desculpem-me se eu me mantiver concentrada no mais importante: o Brad Pitt está novamente disponível!!! Um homem adulto, na casa dos quarenta, lindo, lindo apesar de louro, lindo mesmo com rugas, atraente, inteligente, sem medo de compromissos! Disponível!!! Imagino que não por muito tempo, é certo... Hum... Alguém tem um plano que me faça tropeçar no homem? Please?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
(Tristes) Tendências Primavera-Verão
Just another blond girl in Germany (ideias soltas sobre a experiência alemã)
(Como já começa a ser hábito escrever estas crónicas do avião, cá vai mais uma elaborada no plano aéreo)
Por motivos de trabalho tive que me deslocar a Colónia. Contrafeita, devo dizer. Não sou fã da Alemanha, nem de alemães, nem da língua, nem de bratwurst, nem de nada, digamos assim. Aqui, de onde vos escrevo, mordo a língua por tudo o que disse. Até fazer sangue. Porque estava redondamente enganada e cheia de falsas convicções…
A primeira surpresa desta viagem foi a lista de pessoas simpáticas que fui encontrando pelo caminho. Um dos motivos pelos quais continuo a gostar tanto de viajar prende-se com o facto de sempre encontrar pessoas gentis, que estão dispostas a alterar os seus planos para me encaixar a mim. Em Colónia houve quem se desviasse do caminho de casa para me indicar uma morada; um professor conseguiu incluir-se na sua pesada agenda; uma nova amiga arranjou tempo para me mostrar a cidade. Tenho tido a sorte de me cair em cima sempre o que há de melhor nas pessoas, incluindo os alemãs (e ainda estou só na parte espiritual).
Apesar dos meus preconceitos com carnes vermelhas, lá acabei por experimentar a especialidade da casa: carne de porco fumada com cerveja alemã. Aquilo que num primeiro pensamento me daria náuseas soube-me, efectivamente, bem. Aliás, toda a comida alemã me soube bem. À minha boca e à minha anca, diga-se de passagem. Mordo a língua por todas as vezes que amaldiçoei cerveja….
Outro mito que caiu por terra foi o da suposta beleza das meninas. Minhas amigas – ressalvando as inegáveis excepções – falo-vos de criaturas feias, de gosto duvidoso e, eis aqui a melhor parte, muitas delas rodas baixas e ancas largas… just like us! Sim, a Claudia Schiffer não é, de todo, a alemã típica.
De tanto morder a língua, falo agora na língua. Até hoje resisti heroicamente a aprender alemão. Enfim, mantenho as aparências. Increvo-me em aulas, onde não vou, compro dicionários que não folheio, e agora até me deu para pagar traduções particulares que cada mês me deixam a conta bancária mais ínfima. Isto porque sempre achei o alemão um idioma bárbaro, duro, ríspido. De repente, a suavidade daquelas sílabas indecifráveis enchem-me os ouvidos. Quase estou pronto a ler a filosfia kantiana e heideggeriana na sua versão original.
Depois, o fantasma do nazismo. Acho que foi esse o principal motivo que tanto me fazia desgostar do povo. Mas todas as sociedades têm os seus momentos negros, e não vale a pena fustigarmo-nos eternamente pelos pecados dos pais. Devo até dizer que o povo, no geral, me pareceu um pouco tonto. No bom sentido, leia-se. Como aquele colega nerd, de óculos e borbulhas, que é o melhor da turma mas teima em esbarrar nos vidros. Custa a crer que tenham tido a pretensão de dominar o mundo. E, de novo, mordi a língua.
Mas a dentada que encerrará estas breves reflexões é mesmo daquelas de fazer sangue. Porque a gaffe em que incorre até ao momento em que finalmente vi a claridade era imensa. Assumo que sempre achei os cavalheiros alemães pouco interessantes. Demasiado pálidos. Demasiado sonsos. Demasiado sem-graça. Nada que se comparasse à lábia e ar gingão do macho lusitano. Minhas senhora, bastou sentar-me numa esplanada para descobrir ali maravilhas nunca antes vistas nesta nossa varanda para o Atlântico. Devo dizer que, das muitas vezes que me lamentava ao meu orientador sobre as dificuldades em aprender alemão, ele me respondia sempre, paternalisticamente: “Sabe, alemão só se aprende de duas formas: ou pelo berço (refere-se o senhor ao facto de se nascer alemão) ou por almofada (nem explico a que se refere…)”. E repetidamente tenho respondido: “Senhor Doutor, tendo em conta que eu já nasci há uns anos e que os alemães são tão feiinhos, morrerei ignorante”. Feiinhos? Agora é que mordo mesmo a língua! Ein deutch man für mich, bitte!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
The Nightmare Before Beach :)
sábado, 2 de maio de 2009
“Mesa para um, por favor”
Sentada no avião, reflicto sobre esta última semana. Designação oficial: deslocação com vista à participação numa prestigiada conferência internacional. Designação que ficaram para a história: uma semana de férias num dos hot spot do planeta, com tudo pago. Senão: viajei sozinha.
Uma coisa é estar sozinha num sitio entediante e de foro semi-intelectual, como Colónia ou Toulouse. Coisa distinta é estar sozinha na suposta “puta da loucura”.
O primeiro grande desafio está logo no pequeno-almoço do hotel. “Mesa para um, por favor!”. Acreditem, nada despertará mais a simpatia e complacência geral do que uma menina sozinha a empacotar todas as amostras do buffet, enquanto olha em volta e observa. Porque, na verdade, quando se está sozinho, não restam muitas opções senão observar o que se passa. Entre bisbilhotar a vida dos vizinhos de mesa e convidar o empregado a sentar-se comigo, optei pela 1.ª hipótese.
Não é novidade que estar sozinha engorda. Não apenas porque, ao não ter com quem dividir o prato, me sinto quase forçada a meter cá para dentro tudo o que servem. Não apenas porque os doces são substitutos de muitos bens de primeira necessidade, Mas sobretudo porque quando enfiam o meu 1,63m numa quarto duplo com duas camas gigante é óbvio que as senhoras da limpeza deduzirão existe um misteriosa presença masculina a partilhar comigo todo aquele espaço, e teimam em deixar um chocolatinho em cada almofada. Desnecessário dizer que como os dois, para não estragar a ilusão de que ali está mais alguém.
A praia é outro desafio. Quanto nos fartamos de caminhar, entrar e sair da água, ou inventar súbitos interesses na linha do horizonte, só resta mesmo ler revistas femininas. Nunca estive tão a par das últimas modas como desde que me falta interlocutor para as pachorrentas conversas de praia. Posso não ter um homem para me adornar o braço, mas discuto ao mais alto nível as mais trendys tendências da estação, seja para braços, seja para pernas. É certo que as meninas estão mais que aptas para ler filosofia existencialista de Sarte, mas tenho para mim que essa é mais leitura de quarto de banho, enquanto a espreguiçadeira se coaduna melhor com o literatura sacarina, que até pode fazer mal mas pelo menos não engorda a dor da cabeça de meses de trabalho.
Esta viagem de avião, em si mesma, também não agoura coisa boa. É sabido, quem se arrisca a viajar só, se põe a jeito de ter a seu lado sentado um coscuvilheiro, um fanático religioso ou qualquer outras dessas espécies raras que miraculosamente se sentam a mim, sobretudo, juntos dos meus ouvidos. O próprio processo de embarcar e desembarcar pede dois braços fortes e peludos para carregar com as malas e guardá-las enquanto retocamos maquilhagem no quarto de banho.
Pergunto eu: porque é que o mundo está feito para dois? Porque não também para um ou par três? Será que o clássico menage perdeu posição nesta socialidade acassalada? Porque é que os quartos de hotel, as mesas de restaurante e os rins são pensados aos pares? Será dois melhor que um? Será que não devemos inventar o dia dos encalhados, para disputar lugar com o dia dos namorados? Será que desafio a ordem geral das coisas ao pedir para um no restaurante? Não sei. E também não tenho aqui um namorado com quem possa discutir estas questões existenciais.
Muitas da vós, portadoras da voz da razão, estão agora a comentar que a vida sem um homem bem poderá ser mais “agradável” do que a vida com ele, com menos desgostos e dores de cabeça. Mas, afinal, quem disse que eu almejava por uma vida tranquila?
The end
(fecho o PC e levanto-me da minha mesa para um).
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
(Des)Encalhadas
http://www.desencalhawanderson.com.br/
terça-feira, 21 de abril de 2009
Namoradas vs Amantes
É que, como a própria Vera afirma, os homens não querem vínculos. Ok, ok, não se pode generalizar, haverá alguns que não se assustam por tão pouco. Mas, de uma maneira geral, realmente não querem vínculos. Não querem namoradas, querem amantes. Às amantes não têm que dar a mão, não têm que fazer telefonemas para desejar boa noite, não têm que lhes dizer que gostam delas, não têm que as convidar para as festas a que vão. Com as amantes só têm que fazer sexo! Mas então, perguntamos nós, porque é que não fazem???
Uma dica para todos os homens: quando as mulheres decidem que se sentem confortáveis com uma relação casual, esperam ter sexo e não se contentam com um encontro mensal. É que, sabem, ninguém é assim tão bom que mereça a espera :)!
He's Just Not That In To You
quinta-feira, 16 de abril de 2009
(Falta de) VIda Sexual:)
Mas, vejam quais as conclusões do almoço, que a Nilza publicou em outro dos seus blogs:
http://blogdeumamae.blogspot.com/
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Humor Cão

Eu quero um emprego novo, eu quero perder 5 quilos, eu quero poder comer todo o chocolate que me apetecer (e pastéis de nata, já agora... private joke para as meninas, eheheheh), eu quero que os meus cabelos brancos desapareçam, eu quero que deixem de cuspir para o chão, eu quero ganhar o euromilhões, eu quero alguém que esteja presente, eu quero que a minha comida apareça cozinhada, eu quero que me ofereçam flores!!! Ok, ok, admito que talvez esteja de mau humor... E olhem que tive um pequeno-almoço de saltos altos com a Cristina, a minha optimista de serviço :)! Se assim não fosse, imagino que estaria a rosnar!!!
terça-feira, 14 de abril de 2009
Como perder um namorado em 10 lições (para ler com muita ironia)
"Arranjar um namorado é simples. Os homens são, basicamente, fáceis. Obviamente, desde que não se seja esquisita. Se a vossa preferência for para homens inteligentes, bem-formados e bem-parecidos…esqueçam! Agora, sendo zarolho, balofo e estúpido, nem uma hora necessitam de despender com o dito para que vos caiam em cima as mais melosas juras de amor.
Perder um namorado é igualmente simples. Reconheço que o facto de ainda sobreviverem relações de meses, e mesmo anos, parece provar a tese contrária, mas o problema é que certas mulheres não sabem como perder um namorado. Tentam, esforçam-se, e a melguça está sempre ali ao lado, nos bons e nos maus momentos, até que a morte os separe.
Já eu sou perita em perder um homem no mais curto período pensável. Foi uma técnica que aperfeiçoei ao longo de anos. Admito que a minha primeira relação mais séria quase que chegava aos 2 anos. Mas era então uma naif menina com pouca prática nestas artes. Ultimamente sou uma autêntica expert, convidada para falar nos maiores fóruns mundiais.
Qual o meu segredo? Tudo está em tratá-los bem, minhas caras. Mimá-los, fazê-los sentir seguros, demonstrar-lhes afecto, presenteá-los com sexo digno dos melhores filmes porno. Não há homem que sobreviva a isto, e em dois tempos emigram para a Antárctida, de modo que terão a suprema felicidade de nunca mais receber uma telefonema do dito.
Outras dicas preciosas:
- Acarrear inteligência e bom humor para as conversas (os homens detestam isso, porque se sentem ameaçados e, como já me disseram, intimidados, de modo que uso muito este truque)
- Manter uma aparência que explore o melhor do corpinho e da carinha laroca (esta é infalível, porque as criaturas só gostam das mulheres bonitas dos outros, de forma que, quando mais giraças aparecerem, mais aumenta a probabilidade de os apanharem a babar-se para a badalhoca ao lado)
- Não transigir no pagamento das contas pessoais em restaurantes, hotéis e afins (e se os incentivarem a comprar-vos presentes caros é mais que certo que têm homem para a vida inteira)
Finalmente, e este é o ponto mais importante, sejam fieis e leais, porque se há coisa que prende um namorados são os dois altinhos na testa. Flirtar com cada gene Y que vos apareça à frente, fazer propostas indecentes ao melhor amigo dele, enrolar-se com o primo e dormir em casa do ex-namorado… minhas amigas, não há nada que um homem aprecie mais. E há que lhes dar razão. Já pensaram no tormento que é saber que se tem alguém à espera, que só tem olhos para nos, e que nunca nos vai deixar mal? Pleaseeeeee! Isso já não se usa. Eles, que nos amam e querem agradar, sabem disso, e fazem o seu melhor para manter a traição viva e presente. Pois há lá maior prazer do que viver na dúvida e estar bem no finzinho da lista de prioridades de alguém. A cereja no topo do bolo é apanhar o significant other em pleno acto, coisa que, obviamente, só faz para nos agradar.
Não se assustem se ao início não obtiverem sucesso nos primeiros 6 meses. Admitamos… nem todas dispõem do meu talento, que acredito ser inato. Posso não saber de física quântica, mas de perder namorados sei eu."
terça-feira, 7 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
"Mais Magra", Essa Expressão Mágica
Cris - Não sei... Mas quando te vi hoje de manhã com essas, pareceste-me mais magra.
"Mais magra"... Adivinhem quais as calças que escolhi???
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Eu, optimista me confesso!!
Os optimistas têm mais possibilidades de se darem bem na vida: têm auto‑estima, não estão sempre a pensar nos seus pontos fracos, têm objectivos de vida e fazem tudo para os atingir, aceitam as suas vitórias e os seus erros, poupam imenso tempo a criticar os outros e a autocriticar-se, e, sobretudo, têm grandes probabilidades de serem mais felizes e bem sucedidos.
É por isso que sou optimista. Mas só reparei que o sou quando as minhas amigas me alertaram para isso. Sim, sou eu sempre que arranjo justificações positivas para as zangas com os exs e namorados actuais, sou eu que muitas vezes os defendo arranjando mil e uma desculpas para algumas atitudes, sou eu que as torno pessoas mais tolerantes, sou eu que normalmentos ponho uns paninhos quentes nas relações! Mas é intrinseco em mim, não posso evitar, eu gosto de perceber e entender os outros.
As vezes dizem-me que sou ponderada e parca em palavras e que isso me torna forte. Que transmito uma imagem pratica das coisas, que tenho os pés bem assentes na terra. Dizem que sou determinada e metódica, confiável e sólida. Talvez porque a palavra valor está na base da minha vida amorosa, profissional e existencial. Quando percebo o "valor" vou até ao fim. Mas minhas amigas... quando me chega a mostarda ao nariz... é melhor ter cuidado!
Isto para vos dizer que quero sempre o melhor vocês, quero ver-vos felizes mesmo que para isso seja necessário dizer-vos coisas menos boas, ralhar e chatear! E obrigado por me fazerem ver que sou uma optimista!
Médicos do INEM, roupa interior e outras coisinhas mais
1.º nota – Doctors are hot! Nem era preciso vermos o George Clooney a curar criancinhas, nem o McDreamy e McSteamy à luta pela ruivinha, para chegarmos a esta conclusão. Não sei se é por salvarem vidas, se é pela bata branca e o estetoscópio, ou simplesmente porque conhecem com precisão cada ínfima partezinha do nosso corpo, mas o certo é que desde há muitas gerações que os médicos nos fazem suspirar bem mais do que os engenheiros ou os advogados.
2.º nota – Um dos grandes handicaps de não ter um homem na nossa vida é a perda de importância daquilo que se usa debaixo da roupa. Enfim, poderia dizer que me visto para ficar bonita para mim mas, mas eu acho que estou bonita de qualquer forma (se eu não gostar de mim…?). Eu quero é estar confortável. E pouco me importa se olho para baixo e vejo uma cueca gigante de cores berrantes. Tudo o que funcione melhor para me dobrar ao meio e me esticar no sofá é aprovado pela mestre-de-obras.
Intersecção entre ambas as notas: O que é que os médicos têm a ver com a minha roupa interior? Tudo, caríssimos e caríssimas. É que o meu desleixo só se aplica quando estou em casa, de tranças e óculos, arrastando-me entre o computador e os livros. Mal ponho o pé na rua a roupa interior passa a ser o prius da minha existência. É que pode não existir namorado para a apreciar condignamente e a arrancar devagarinho, mas há sempre a esperança de ser atropelada ou de cair na rua de ataque fulminante e aí… bem, aí, viriam os médicos do INEM. Confesso que nunca conheci nenhum, nem intimamente nem sequer socialmente, mas tenho esta fantasia (admito que pouco fundamentada) de que são todos uns giraços, altos e bem formadinhos e, o melhor de tudo, com dois dedos de testa. Afinal, os tipos conseguiram tirar o curso de medicina, não podem ser tontos de todo!
Ora, acontecendo uma felicidade destas (eu disse felicidade? Queria dizer infelicidade, desculpem o lapsus linguae), lá teriam os médicos que me arrancar a roupa (com um bocadinho de sorte arrancam-na com a boca) e, obviamente, preferia morrer ali mesmo a ser vista com o cuecão da avó e o soutien deslavado sem armação. Por isso, todas as vezes que saio do aconchego do lar, nem que seja para ir comprar pão ao fundo da rua, lá visto eu as minhas pequeninas calcinhas (detesto a palavra “cuecas”… coisa mais sem graça… por isso adoptei a terminologia brasileira), com lacinhos de ambos os lados, o soutien “empinante”, cheio de rendinhas e rococós e, se for caso disso, as meias de liga.
E a cada passo que dou anseio com todas as minhas forças: i) que a desgraça esteja comigo; ii) que alguém tenha o bom sendo de chamar o INEM quando tal finalmente aconteça; iii) que o médico seja lindo a ponto de ressuscitar mortos; iv) e que a situação obrigue a respiração boca a boca. Ah, claro, e que v) tenha que me despir. De pouco me vale andar com as melhores roupinhas intímas se não é para as mostrar. Mas se os amáveis doutores não acharem necessário privar-me das minhas vestes, sempre posso ter um ataque de espasmos que me faça rasgar a roupa. Seria um último recurso, mas não descarto a hipótese. Afinal, no amor, na guerra e na saúde vale tudo. Especialmente se estiver em causa um conjunto de lingerie e um médico que cure males do coração.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Uma Grandessísima Filha da P...ice
a nossa perspectiva...e a deles
terça-feira, 31 de março de 2009
Girls Are Like Apples On Trees
apples on trees. The best
ones are at the top of the tree.
The boys don't want to reach for
the good ones because they are afraid
of falling and getting hurt. Instead, they
just get the rotten apples from the ground
that aren't as good, but easy. So the apples
at the top think something is wrong with
them, when in reality, they're amazing.
They just have to wait for the right
boy to come along, the one
who's brave enough
to climb
all the way
to the top
of the tree.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Lucky
Esta é para ti, Dri, para relaxares de um dia de trabalho stressante.
Beijos, muitos
quarta-feira, 25 de março de 2009
O Tamanho Importa
terça-feira, 24 de março de 2009
As Mulheres de Trinta Anos, Esses Monstros
Assim, quando trocamos com alguém um olhar que pensamos ser especial, corremos o risco que, do outro lado, o exemplar desse grupo estraaaaaaaaaaaaaanho que são os homens esteja a pensar "O que tu queres sei eu"!!! Porque para estes homens parece que paixão e o amor são sinónimos de perda de liberdade. Vidas tristes, as destas amostras de homens de salto raso.
A infelicidade das mulheres pensantes
"Há uns anos atrás, quando eu vivia outra vida e era quase uma pessoa diferente, um amigo meu libanês (e sabe-se como os árabes gostam das mulheres de cabelo claro) dizia-me, com grande mágoa, que eu poderia ser a mulher da vida dele, se não fosse um grande defeito que me maculava. Engane-se quem pensa que se referia a qualquer aptidão especial pelo dinheiro (I’m not a gold-digger!), a hábitos cleptomaníacos, à carência de cuidados de higiene ou a bizarras práticas sexuais. Esse tremendo defeito, que manchava a minha versão de “mulher ideal” era, afinal, a existência do Tico e do Teco.
“Caríssima (dizia-me ele, de olhar lânguido e triste) tu és a paixão da vida minha, mas tens um defeito que não posso aceitar numa mulher: tu pensas”.
Curiosamente, tive um déjà vu desta cena melodramática no meu último date (e não me refiro apenas ao último que tive, mas também ao último que muito provavelmente terei na minha vida), quando o cavalheiro me informou, no final da noite, que não estava habituado a ter junto a si mulheres como eu. Notem bem: não obstante estar fascinado pela minha pessoa, incomodava-o o facto de eu ser tão… eu (estou a citar a criatura). Pensava demais, era segura demais, havia olhares a mais poisados em mim! Tudo demais, tudo em excesso, como se eu própria transbordasse da sua mísera e insignificante figura.
Relato estas duas histórias para demonstrar o quê? Que a maior infelicidade que pode calhar a uma mulher não é ser gorda, careca ou zarolha, porque as feias eles suportam. É ser pensante. Isto é um pecado que não tem perdão. Aquilo que faria de nós o melhor e mais interessante dos homens torna-nos, na versão “fêmea”, seres pouco cotados na bolsa de valores amorosa.
Nunca vamos poder ser mulheres troféu, porque o mais certo era começarmos a opinar e a ter ideias. E mulher que opina… deve deixar crescer o buço e conformar-se com a sua posição de criatura assexuada. E como eu queria ser mulher troféu. Muitas vezes me arrependo de ter investido tanto em livros, cursos e museus, de ter perdido tanto tempo na universidade e de, ainda agora, me esgotar com teses infindáveis. Mais valia ter aproveitado esse tempo para aprender a dançar no varão, e investido o dinheiro numa operação de aumento mamário, que sempre me daria mais felicidade e reconhecimento entre as hostes masculinas.
A infelicidade das mulheres pensantes é nunca poderem ser mulheres troféu!"
segunda-feira, 23 de março de 2009
Eu mesma!!!
E meninas que sei que deitam lágrimas, que choram, não é vergonha nenhuma é uma aprendizagem que é necessária passar na vida. Estou convicta que ele existe. Chamem-me lamechas, o que quiserem, mas eu sei que há Principes, eu sinto.
Gostava de poder partilhar que já tenho alguêm na minha vida....
Escrevi aqui há dias uma frase, que um dia destes faria uma declaração bombástica que seria dizer que estou apaixonada e diria o nome ...ainda não tenho esse nome...mas descobri uma coisa, não vale a pena procurar.
É mesmo assim quando estamos bem connosco, quando nos levantamos de manhã e gostamos de nos ver ao espelho, quando vou na rua com um sorriso na cara, quando não berro ao primeiro que me passa na fila de carros onde estou parada ..quando ando calma.. aparece alguém que sem contares entra na tua vida de um momento para o outro ...e de repente vais jantar ..e vais tomar café e sabe-se lá:)
Mas a verdade é não vale a pena procurar, tudo acontece naturalmente.
Hoje estou sozinha mas Feliz. Para isso contribui os amigos a familia. Finalmente consegui atingir uma paz interior.
Tudo o resto vem por acréscimo.
A receita?
Sou eu mesma.
beijinhos para todas
E isto foi mais para quem chora ultimamente.
Há sempre esperança.
sexta-feira, 20 de março de 2009
A Mónica
Quem me conhece sabe que eu sou a maior descrente ao cimo da terra: não acredito em Deus, não acredito em "algo" superior, não acredito em forças cósmicas, não acredito na força dos pensamentos positivos e, teoricamente, nem sequer acredito na bondade do ser humano! Mas a verdade é que acredito nos meus amigos. Já toda a gente percebeu isso, estou sempre a escrever sobre eles, a gabá-los a explicar o quão importantes são para mim.
Mas agora tenho que falar num caso de amizade estranho para uma descrente como eu!!! A Mónica... Conheci a Mónica num ano em que passei por um estado depressivo terrível, duríssimo de ultrapassar. E ela estava lá e deu-me toneladas de apoio. Depois estivemos afastadas anos, em parte porque a vida é assim e em parte porque às vezes somos estúpidos e permitimos afastamentos que não deviam acontecer. Mas uma vez eu ía a passar na baixa, durante a fase inicial da minha separação, numa altura em que pensava que morria de desgosto e que nem sei como me levantava da cama (mas estava magra :) e linda) e reapareceu a Mónica na minha vida! A partir daí comecei a chamar-lhe, na brincadeira, o meu anjo-da-guarda (eu a chamar anjo a alguém, imaginem!).
E hoje de manhã, depois de uma semana terrível, depois de uma noite de pesadelo e depois de uma manhã em que só me consegui levantar graças aos telefonemas da Rocío, da Cristina e da Andreia, arrastei-me para o trabalho e quem é que eu encontrei? Ah pois é... o meu anjo-da-guarda, a Mónica, que, começo a desconfiar, só pode ter um poder de super-herói que lhe permite estar sempre no lugar certo, na hora certa!!!
E agora, paremos com as lamechices, antes que alguém comece a confundir a minha escrita com a do Paulo Coelho ou a do Nicholas Sparks e eu não volte a sair de casa com vergonha!
Para mulheres...e alguns homens...
Sendo este blog dedicado às coisas de mulheres, que eu tenho acompanhado de forma dedicada, hoje aqui estou eu, tão somente para partilhar convosco, de mulher para mulheres (e alguns homens, porque a liberdade de escolhas é fundamental) alguns momentos de rara beleza... Cliquem neste link http://bedetimestories.blogspot.com/ e apreciem. Sim, porque observar o que é bonito de observar nunca fez mal a ninguém, e sempre nos alegra um pouco a alma ;) ... e quem sabe ajude a embalar...ou não... :)
É uma boa forma de entrar na mais bonita estação do ano. Hoje é o dia... Benvinda PRIMAVERA!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Café, Sexo e Chocolate
Piropos para engatar mulheres

De vez em quando, quando vamos na rua, as nossas pernas tendem a caminhar mais depressa quando ouvimos coisas como estas: "Mas que bonitas pernas, a que horas se abrem??", "Que bonitas calças! Ficavam mesmo bem amarrotadas no chão do meu quarto!", "Tens horas? É que o tempo parou quando te vi!", "Contigo era até ao osso!"... Enfim, podia estar aqui 5 horas a escrever piropos e mesmo assim não conseguia escrever todos os que já ouvi ou já me contaram.
Será que o género Homem ainda não percebeu que passam um atestado de mediocricidade e estupidez a eles próprios?
Mesmo assim temos de estar preparadas para estas situações e às vezes ficamos tão enervadas que dá vontade de responder. Por isso aqui ficam algumas respostas a piropos inclassificáveis:
Piropo: Olá, o cachorrinho tem telefone?
Resposta: Tem, porquê? A tua mãe está com o cio?
Piropo: Se beleza desse cadeia apanharias prisão perpétua.
Resposta: Se fealdade fosse crime, apanharias a pena de morte.
Piropo: Como eu queria ser esse gelado!
Resposta: Além de ser fresco, queres ter o pau enfiado no rabo também?
Piropo: Este lugar está vago?
Resposta: Está, e este aqui onde estou também vai ficar se tu te sentares aí.
Piropo: Abençoado Pai que fez uma filha assim.
Resposta: Leva lá a tua mãe que ele faz outra igual.
Piropo: Qual é o caminho mais rápido para chegar ao teu coração?
Resposta: Cirurgia plástica, lavagem cerebral e uns 3 meses de ginásio.
Sinceramente...
A serial girlfriend
"Uma vez ouvi na televisão que não havia notícias de serial killers do sexo feminino. Parece que para matar em série só mesmo os homens. Em contrapartida, surgiu recentemente um espécimen, frutos dos tempos actuais, e típica do sexo feminino, que muito tem amedrontado a sociedade hodierna. Refiro-me à serial girlfriend.
Certas escolas de criminologia defendiam que o criminoso era criado pelo meio envolvente, isto é, seriam as ocorrências da vida que fariam dele o que era. Pois bem, é exactamente o que sucede com o “sujeito” do nosso presente estudo. A serial girlfriend não namora porque queira, mas sim porque a isso é forçada pelas circunstâncias exteriores. A carência de um príncipe encantado genuíno (e não “made in China”, que a qualquer momento se transforma em sapo viscoso) obriga-as a saltitar de flor em flor, de namorado em namorado, cometendo assim a sua cadeia de crimes.
Vários especialistas na matéria concluíram que esta pobre criatura é, em boa verdade, vítima da sociedade em que vive. Pois nos tempos das nossas mães os príncipes pareciam ser mais frequentes… afinal, elas casaram com eles e foram, medianamente, felizes. Mas agora, estas modernices de mulheres emancipada impelem-nos (que digo eu??? forçam-nos) a procurar o perfect boyfriend.
Consequências: estamos transformadas em “namoradas em série”, a pior espécie de criminosa que há (enfim, a seguir, às “miúdas que roubam os namorados das namoradas em série”, que ainda são piores do que nós).
Vamos a não sei quantos “dates” por mês, andamos com os nervos em franja de beber tanto café com variadíssimos 1,80m de homem, martirizamo-nos com dietas infinitas para compensar os milhentos jantares a que a nossa posição obriga… enfim, um martírio, apenas suplantado pela culpa perpétua de deixar plantados bons rapazes. E porquê? Bem, pode ser porque têm um tique na orelha esquerda ou porque não acenaram com a cabeça o número adequado de vezes durante a nossa conversa. Vítimas que ficam para trás, quantas vezes mutiladas… mas somos impiedosas quando se trata de trucidar aquilo que não nos serve.
O problema da serial girlfriend é que, por vezes, é ela a deixada para trás. Como se fosse a legítima sanção a aplicar ao mais perigoso dos criminosos. Pode não haver pena de morte entre nós, mas se há alguma coisa que a serial girlfriend suporta pior do que a morte é a humilhação de não receber um segundo telefonema. E aí está uma coisa que Jack, o Estripador, nunca sofreu na pele. Ou talvez não… Quem sabe não foi por ser deixado plantado que ele deixou de matar e, de mansinho, desapareceu da História?"
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mulheres dominarão o Mundo

Às vezes as mulheres têm teorias sobre a sociedade que os homens achas esquisitas mas se o mundo fosse dirigido por verdadeiras mulheres tudo seria bem diferente, e para melhor.
Ora então vejamos como seria o mundo se fosse governado por nós:
1- Todos os restaurantes de fast food passariam exclusivamente a vender saladas. Os nossos filhos seriam muito mais saudáveis;
2- Os jogos de futebol seriam proibidos de passar na televisão e os jogadores teriam no máximo um ordenado até aos 5000 euros;
3- Todos os jogadores/treinadores/adjuntos e demais família do futebol seriam obrigados a tirar um curso de sinónimos para evitarem repetir sempre as mesmas palavras;
4- As frases "Estás mais gorda", "olha que devias ir mais ao ginásio" e "tens de te preparar para o verão" teriam uma pena de prisão de 1 a 5 anos;
5- Os canais de televisão seriam reduzidos para no máximo 10;
6- Passaria a haver apedrejamentos públicos sempre que um servente ou um pedreiro nos atirasse um piropo;
7- Todas as decisões políticas estariam dependentes da vontade, disponibilidade e ciclo menstrual;
8- Os ginásios passariam a ser gratuitos e a abrir 24h/dia;
9- Os funcionários públicos seriam todos do género masculino, com formação em educação e simpatia;
10- A lei da satisfação sexual das mulheres seria obrigatória a todos os homens, sob pena de serem excluidos da sociedade, passando a ser obrigatório a todos os que infligissem a lei, andarem com coletes com a palavra "CROMO";
11- Todos os aparelhos electrónicos e domésticos teriam no máximo 5 botões.
O mundo não seria melhor??
Sexo no Primeiro Encontro
Eis senão quando (sempre quis escrever isto), um destes dias, em conversa internética (sempre) com um amigo meu, mais novo do que eu ainda por cima, descobri que ele achava que as mulheres que faziam sexo no primeiro encontro eram fáceis. As mulheres, notem! Não os homens, só mesmo as mulheres!
Mas o meu problema nem é só de género! O meu problema é que se faça este raciocínio... Porque se alguém me disser que nunca faz sexo no primeiro encontro porque se sente melhor assim, respeito. Mas se alguém me disser que faz sexo no primeiro encontro porque lhe apetece, desde que à outra parte envolvida também apeteça e depois disso toda a gente ficar bem, eu respeito igualmente. Não vou fazer juízos... Não há juízos para fazer!!!
E a propósito disto lembrei-me da Canção do Engate do António Variações... Se não fosse totó punha aqui a canção, mas como sou, fica apenas o poema, sorry!
Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos
Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta
Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia
Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada
terça-feira, 17 de março de 2009
Dar Um Tempo
But you know what? Às vezes precisamos mesmo de um tempo... E isso não significa necessariamente gostar menos ou andar à procura de outra coisa. Significa apenas, como diria o Filipe (aka Dr. Quintino), que procuramos respostas e que precisamos do espaço necessário para as encontrar. Por isso, mulheres de todo o mundo :), pensem duas vezes antes de matar o homem que vos disser isso, ok?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Saltos Rasos
Isso dos saltos agulha de 7 centímetros fica reservado para jantares (de preferência, não nas Docas, porque houve um génio, homem com certeza, que inventou aqueles caminhos feitos com tábuas estrategicamente colocadas de forma a que nós deixássemos os sapatos presos nos intervalos a cada passo que damos) e saídas à noite.
E no entanto, tooooodos os dias de manhã vejo uma mulher, linda por sinal (como poderão comprovar todos os condutores que passam a dita ponte à mesma hora), a atravessar a Ponte de Santa Clara com uns saltos, não de 7, mas de 10 centímetros!!! Agulha! Como, mas como é que ela consegue??? Será que eu não nasci com os genes certos? Será que falhei alguma formação? Hum... Quando voltar a ver todos os exemplares do sexo masculino a virar a cara para acompanhar o andar bamboleante da dona tos referidos sapatos, vou agarrar-me à ideia de que tenho umas costas mais saudáveis do que ela! Humpft (dor de cotovelo é lixada)!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Há Dias Assim










Há mesmo dias assim, em que custa levantar de manhã, em que nem o sol a brilhar nos faz sorrir, em que as pernas parece que pesam mais. São dias compridos demais, que parece que não acabam nunca e nos quais dava tanto jeito encontrar um buraco para hibernar durante umas semanas... uns meses, mesmo! Mas depois, sem que nada estivesse combinado, juntamo-nos, compramos comida saudável (sim, porque toda a gente sabe que pão de alho, rissóis e gelado são das coisas mais saudáveis que podem existir), vamos para casa da Cris (dahhhhhh!) e TCHARAM, nasce um dos nossos famosos jantares de saltos altos. E depois de um mau dia, nasce uma das melhores noites possíveis....





